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Como funciona o acompanhamento psicológico 

Há momentos em que a vida muda de forma tão intensa que aquilo que antes parecia conhecido deixa de fazer sentido.

 

A partir da meia-idade, não é apenas a rotina que se transforma. Mudam os vínculos, os papéis, a relação com o próprio corpo e, muitas vezes, a maneira como nos reconhecemos.

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Separações, aposentadoria, menopausa, luto, mudanças no corpo, o cuidado de pais idosos ou a perda de autonomia costumam marcar esse tempo da vida e pedir novas formas de seguir.

 

Com escuta, diálogo e presença -- e referência na Gestalt-terapia --, o acompanhamento psicológico que ofereço é um espaço para compreender essas experiências, ampliar a consciência sobre si e construir maneiras mais criativas de responder às mudanças.

Modalidades de atendimento​​​​​​​​

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  • Presencial: consultório em Copacabana (Rio de Janeiro).

  • Online: por videoconferência, em plataforma segura.

  • Domiciliar: na Zona Sul do Rio de Janeiro, conforme avaliação clínica, especialmente indicado quando há perda de autonomia ou dificuldade de locomoção de quem recebe o cuidado.
     

Sempre que necessário, o acompanhamento pode acontecer em diálogo com médicos e outros profissionais de saúde envolvidos no cuidado.

 

​​Estas são algumas das experiências mais frequentes nessa fase da vida. Reconhecê-las já costuma ser um primeiro passo.

  • Quando a vida muda 

    Separação, divórcio ou saída dos filhos de casa A casa mais silenciosa depois que o último filho foi embora, ou os papéis que encerram um casamento -- muitas pessoas descobrem, nesses momentos, que perderam também um lugar onde reconheciam a si mesmas. 

    Menopausa e climatério
    Um calor que chega sem aviso. Uma alteração de humor que parece não ter explicação. Para algumas mulheres, a menopausa passa quase despercebida; para outras, transforma a forma de olhar para o próprio corpo e para si mesma.

    Aposentadoria
    "Me aposentei, e agora?" Acordar numa segunda-feira sem saber para onde ir, depois de décadas organizando a vida em torno do trabalho -- o desafio deixa de ser cumprir uma rotina e passa a ser descobrir o que faz sentido daqui para frente.

    Mudanças na relação com o corpo
    Não se reconhecer no espelho. Evitar fotografias. Sentir que o corpo já não acompanha o ritmo de antes. Às vezes, o mais difícil não é a mudança física, mas a sensação de já não se reconhecer da mesma maneira.

    Alterações da memória e de outras funções cognitivas 
    Entrar em um cômodo e esquecer por que foi até ali. Repetir a mesma pergunta sem perceber. Pequenos esquecimentos que, aos poucos, despertam medo, vergonha e dúvidas sobre o futuro.

    Diagnóstico de doença crônica
    Sair do consultório com um diagnóstico e sentir que a vida acabou de se dividir em um antes e um depois. Além do tratamento, surgem medos e perguntas que nem sempre encontram espaço para serem feitas.

    Luto e viuvez
    A cama maior de um lado. O silêncio na hora do jantar. Quando alguém importante parte, é comum sentir, por um tempo, que a própria vida perdeu o sentido -- e que a tarefa de continuar vivendo sem essa presença é bem mais difícil do que parecia.

    Solidão
    Estar cercado de gente numa festa e, ainda assim, sentir-se completamente só. Às vezes, a solidão nasce das perdas, da redução dos vínculos ou da sensação de que já não existe um lugar de pertencimento.

    Reorganização e redefinição de projetos de vida
    Em alguns momentos da vida, a pergunta deixa de ser "o que perdi?" e passa a ser "o que ainda quero construir com o tempo que tenho pela frente?
     

  • Quando o cuidado passa a fazer parte da vida

    Cuidado de familiares idosos
    Perceber que a agenda do consultório do seu pai ocupou o lugar da sua própria agenda. Papéis que se invertem sem aviso -- quem sempre cuidou passa a precisar de ajuda, e muitos familiares acabam deixando a própria vida em suspenso.

    Perda de autonomia
    Pedir ajuda para tomar banho, depois de décadas fazendo isso sozinho. Precisar de apoio para tarefas simples pode trazer tristeza, irritação ou medo de se tornar um peso para os outros -- e a família também costuma viver esse processo com dúvidas e sentimentos ambivalentes.

© 2026 por Maria da Luz Miranda. Todos os direitos reservados

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